OPINIÃO - DESPORTO
O FC Porto demonstrou mais uma vez estar atento. Entre comprar jogadores brasileiros por atacado e gastar dinheiro com racionalidade, o clube optou por ser seletivo e comprar parte do passe de uma das grandes esperanças do futebol nacional: o madeirense Ruben Micael.
Com este jogador, que assim poderá com mais facilidade participar no Mundial da África do Sul, o campeão nacional ganha mais flexibilidade tática. Agora é mais fácil variar de um esquema de 4-3-3 para 4-4-2, e assim ganhar maior poder de improviso. Com um número 8 que pode evoluir para um capaz 10, o FC Porto vem suprir uma das falhas que se foi detetando na primeira volta do campeonato, a falta de imaginação do meio-campo.
Os primeiros passos do novo maestro não podem ser esquecidos. Na sua estreia, Ruben teve uma média impressionante de passes efetuados (94% certos) e forçou a falta que deu o primeiro golo da equipa. Vamos ver como corre o resto da época, esperemos que o jogador não seja sempre travado por faltas e que mantenha a cabeça fria em todos os túneis. Se assim suceder, só fica a ganhar o campeonato, pois vai falar-se menos da Comissão Disciplinar da Liga e do seu tempo de decisão, de arruaceiros que atiram pedras a veículos automóveis, e de grandes penalidades simuladas. Sobrará futebol, jogadores e golos. Pela minha parte é disso que gosto.
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